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A hiperconectividade está chegando! (III)

Classificação da categoria.

No total, o IDC entrevistou cerca de 2.400 homens e mulheres em 17 países, em diversos ramos de negócios, tamanhos de empresa e faixa etária. As perguntas iam da adoção de tecnologia em dispositivos e aplicações até localização e uso, atitudes com relação à conectividade e avaliação da efetividade das companhias na implementação dessas novas tecnologias.
Para identificar os hiperconectados, utilizamos uma técnica estatística chamadas análise de clusters para encontrar as correlações dos dados da pesquisa sobre a adoção de dispositivos e aplicações. A análise encontrou quatro clusters diferentes:

-Hiperconectados: Aqueles que abraçaram de vez este novo mundo, com mais dispositivos per capita que os outros clusters e fazendo um uso mais intenso das novas aplicações de comunicação. Eles fazem um uso não ortodoxo dos dispositivos e aplicações tanto para assuntos pessoais como de negócios.
-Cada vez mais conectados: São aqueles que já utilizam diversos dispositivos e aplicações, mas não tantos quanto os hiperconectados. Utilizam blogs e wikis, mas têm 50% menos de chance que os hiperconectados de se envolver em redes sociais, e dois terços menos de chances de utilizar voice over IP (VoIP).
-Passivamente conectados: São aqueles que usam ainda menos dispositivos, mas estão começando a experimentas algumas aplicações, como as mensagens instantâneas, apesar de ainda não estarem prontos para aplicações Web 2.0 mais avançadas, como as redes sociais ou as vídeo conferências através da web.
-Usuários básicos: São aqueles que estão online, mas que praticamente só usam o email, o acesso à internet e o celular para as ligações.
A análise de clusters primeiro procura as correlações, e depois, as similaridades entre os membros do cluster. Estas similaridades podem ter relação com a localização geográfica, características demográficas, sexo, comportamento ou atitudes. Ao se observar estas similaridades, os dois clusters inferiores diferem bastante do cluster hiperconectado. Eles utilizam alguns dispositivos para uso pessoal e podem, quando muito, usar o email para se manter em dia com assuntos de trabalho ou durante as férias, mas não se pode dizer que têm um estilo de vida Web 2.0.
Os resultados de nossa análise de clusters revelaram que os hiperconectados de nossa amostragem utilizam no mínimo sete dispositivos para atividades profissionais e pessoais, além de nove aplicações. O
grupo dos cada vez mais conectados de nossos entrevistados utiliza quatro dispositivos e seis aplicações.
A figura 1 mostra o tamanho relativo de cada cluster e a posição relativa de cada cluster na adoção de aplicações e dispositivos de comunicação.
Observe com atenção a localização dos clusters. O maior está separado dos outros, como se estivesse se aproximando do círculo menor, no alto.
E está mesmo.

O terceiro cluster, no entanto, se distingue do cluster dos hiperconectados somente por uma questão de graduação. Menos dispositivos, sem tantas incursões nas novas aplicações de comunicação.
Isto significa que um grupo que hoje é pequeno e com o qual, conseqüentemente, talvez seja fácil lidar entre os funcionários ou os clientes, tem boas chances de se tornar muito maior do dia para a noite. Um iPhone aqui, um YouTube ali, e todas aquelas pessoas do cluster maior estão a um passo de se tornarem hiperconectadas. E ainda mais com a convergência de dispositivos e aplicações.
Somente com base na variável da idade – considerando o número de pessoas que se aposenta e o número de jovens que se tornam economicamente ativos – em poucos anos, o grupo dos hiperconectados vai conformar 25% da força de trabalho total na área de informação. E se considerarmos que alguns indivíduos que atualmente estão no grupo dos "Cada vez mais conectados" podem migrar para o cluster superior, este número poderia facilmente chegar a 40%.
Ou as empresas aprendem a lidar com essa migração, ou vão ficar para trás.