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A hiperconectividade está chegando! (II)

Quem são os hiperconectados?

Todos nós já vimos esta cena em algum momento: adolescentes no shopping enviando constantemente mensagens de texto a twitter.com, porque o Facebook não é interativo o suficiente; um profissional ou um pessoa em um aeroporto com um notebook em uma mão, mandando emails através  de seu Blackberry com a outra, e falando pelo dispositivo Bluetooth preso atrás da orelha; o colega de trabalho com cinco janelas abertas em seu computador, mensagens instantâneas tentando chamar sua atenção como se fossem cartazes luminosos em uma grande avenida, enquanto acompanha os passos de um leilão no eBay e pega o último modelo de iPhone, que guarda entre suas coisas.
E às vezes não vemos. Pode se tratar de um contador que tenta dar os últimos retoques a seu avatar no Second Life, enquanto fala pelo Skype com os parentes que moram na Ásia.

Ou pode ser um colega de trabalho que toma a hora do almoço e navega furtivamente pelo MySpace, já que tudo isso vai contra as políticas da empresa, que proíbem o uso dos computadores para uso pessoal em horário de trabalho. O vendedor que, de seu carro, equipado com a última versão do GPS da Garmin, fala com um cliente pelo telefone celular com viva voz e utiliza o Garmin para encontrar a filial de Starbucks com conexão wi-fi que está mais próxima, para poder checar as últimas mensagens de email. Talvez seja até um de vocês, checando o email do escritório enquanto está de férias.
Estas pessoas (e talvez você também) são os hiperconectados, aqueles que nos rodeiam e para quem o mundo novo dos dispositivos de comunicação e as aplicações interativas não aparecem rápido o suficiente, aqueles que ditam como será o estilo nesta nova "cultura da conectividade".

Hoje em dia, ainda não existem muitos membros dentro desta espécie. São uma minoria dentro da população empregada que trabalha no campo da informática – cerca de 16%, segundo as medições realizadas neste estudo --, mas também existe um grande número de pessoas que logo seguirão seus passos. E, se existem dentro da população empregada, também podem ser encontrados na base de clientes e entre os parceiros.

Os hiperconectados são os primeiros habitantes da comunidade web 2.0, mas o certo é que não serão os últimos.
Embora não saibamos com exatidão se são eles que estão criando a comunidade web 2.0 ou se é essa comunidade 2.0 que está criando-os, o que é quase seguro é que estes hiperconectados, juntamente com aqueles que decidirem seguir seus passos, irão mudar fundamentalmente o ambiente de trabalho corporativo, talvez até o ponto em que, para nós, será difícil reconhecê-lo.
A natureza destas mudanças é o tema deste whitepaper.